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Dia do Agricultor

  Junji traz balanço e aponta desafios
A convite do Rotary Club de Mogi das Cruzes Norte, líder rural faz palestra para destacar importância dos hortifrutiflorigranjeiros e defender aumento do consumo
30/07/2015 Enviar por e-mail Versão para Impressão acessos
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Junji recebe Certificado de Participação do Rotary Club Mogi das Cruzes Norte, presidido por Antônio Carlos da Silva
 
Incrementar o consumo de hortaliças e frutas para desenvolver na população o hábito da alimentação saudável, capaz de prevenir doenças, é um dos grandes desafios a serem vencidos no Brasil, ao lado da implantação de políticas públicas voltadas à oferta de assistência técnica e extensão rural, acesso ao crédito e adequação das centrais de abastecimento. A avaliação foi feita pelo deputado federal suplente Junji Abe (PSD-SP), nesta quarta-feira (29/07/2015), durante solenidade do Rotary Club de Mogi das Cruzes Norte em homenagem ao Dia do Agricultor, comemorado em 28 de julho.

Presidente do Rotary Norte, Antônio Carlos da Silva, comandou o evento que teve Junji como palestrante. Em pouco mais de 30 minutos, Junji deu à plateia um panorama do agronegócio nacional, com foco nas cadeias produtivas dominantes em Mogi das Cruzes e Região. Terceira geração da família Abe em território mogiano, Junji guarda em seu currículo um histórico de mais de meio século de atuação como líder rural, sendo 20 anos consecutivos como presidente do Sindicato Rural mogiano.

Já nos primeiros meses de seu mandato (fev/2011-jan2015) na Câmara Federal, Junji idealizou, lançou e presidiu a inédita Pró-Horti – Frente Parlamentar Mista em Defesa do Segmento de Hortifrutiflorigranjeiros. O colegiado agregou mais de 230 congressistas – entre deputados e senadores – solidários ao apelo pela implantação de políticas públicas voltadas ao segmento de verduras, legumes, tubérculos, bulbos, frutas, champignon, mel e derivados, aves e ovos, pecuária de leite, flores e plantas ornamentais, entre outros itens destinados ao abastecimento do mercado interno.

“Nossa Mogi desponta como a maior produtora nacional de champignon, caqui, nêspera e orquídeas, além de colecionar notoriedade como referencial brasileira em tecnologia no cultivo de hortaliças”, enumerou Junji que, com o auxílio de um projetor, mostrou a diversidade, importância socioeconômica e perfil do consumo dos principais produtos englobados pela Pró-Horti.

Embora trabalhe de sol a sol, sem domingos nem feriados, “para alimentar a Nação e carregar a economia brasileira nas costas”, o produtor rural não tem o reconhecimento dos governantes, assim como ainda é pouco valorizado pela população urbana, de acordo com Junji. Ele disse que o brasileiro consome apenas 132 gramas de hortaliças e frutas por dia. “É preciso triplicar o consumo no País para atingir o nível recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que é de 400 gramas diários por pessoa”, observou.

A capacidade produtiva anual de hortaliças no Brasil é de 102 quilos por habitante. Ocorre que cada brasileiro consome apenas 27 quilos de verduras e legumes por ano. O contraste foi evidenciado por Junji, ao falar sobre a importância das hortaliças para a economia verde. O segmento ocupa 842 mil hectares (8,42 bilhões de metros quadrados – m²). Apenas os 18 tipos mais comuns somam 19,62 milhões de toneladas por ano, movimentam R$ 53,49 bilhões no mercado final e geram 2 milhões de empregos diretos – somente no campo, sem incluir os demais elos da cadeia produtiva.

Comandada, na maioria, por pequenos e médios produtores com bom nível tecnológico, a produção de hortaliças no Brasil alcança a produtividade de 24 toneladas por hectare e emprega nove trabalhadores a cada 10 mil metros quadrados plantados, como pontuou Junji. Ele lembrou que o segmento amarga o baixo consumo por parte dos brasileiros e voltou a defender campanhas para estimular a ingestão de hortaliças e frutas como alicerce de vida saudável.

No Brasil, o consumo anual per capita não ultrapassa 27 quilos de hortaliças e 57 quilos de frutas. Em países como Itália e Canadá, os habitantes consomem 158 quilos de hortaliças e 223 quilos de frutas, respectivamente. Situação semelhante envolve o mercado de flores. Por ano, cada brasileiro não gasta mais de US$ 9 com este item. É um valor bem menor que os US$ 174 despendidos pelo suíço.

Considerando a produção anual (2012) de 18 tipos de hortaliças mais comuns, o montante pago ao produtor é o mais tímido: R$ 14,21 bilhões. No atacado, referenciado pelo entreposto paulistano da Ceagesp – Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo, a mesma mercadoria atinge R$ 26,84 bilhões. O impacto no bolso do consumidor é quase quatro vezes superior à quantia paga a quem produz, atingindo R$ 53,49 bilhões.

Segundo Junji, o quadro reflete uma deformação histórica nos preços pagos ao produtor em relação aos valores cobrados do consumidor final por itens sazonais e perecíveis. “A precariedade dos canais de comercialização, como a falta de centrais modernas de abastecimento, para escoar a produção é um dos gargalos. O produtor aceita o pagamento oferecido porque não pode trazer seus produtos de volta. Se não aceitar, perde tudo”.

Há outros motivos que impulsionam a variação, como a precariedade da infraestrutura do transporte de carga, concentrada no modal rodoviário, responsável por boa parte das perdas superiores a 30% no trajeto por conta das más condições das estradas, além de ser quatro vezes mais caro que o ferroviário. Este último também precisaria ser adequado ao deslocamento de itens perecíveis, com o uso de vagões refrigerados. “É um desejo distante considerando que o governo sequer avança na recuperação do sistema ferroviário convencional”, lamentou o líder rural.

Os números apresentados por Junji baseiam-se numa coletânea de informações sistematizadas pela Embrapa Hortaliças, Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo e ABCSem – Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas, entre outras instituições, a partir de dados como os disponibilizados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Pequenos produtores
“São os pequenos produtores que fazem a diferença na economia nacional, geram milhões de empregos e levam, todos os dias, saúde à mesa dos brasileiros”, definiu Junji Abe. Quem lida com os hortifrutiflorigranjeiros, observou o líder rural, ocupa pequenas áreas nas várias regiões do País, dedica-se à policultura – produzindo sempre mais de duas ou três variedades, é altamente técnico, tem boas noções de todas as etapas da cadeia produtiva – antes e depois da porteira – e garante o abastecimento do mercado interno. Infelizmente, completou, nunca teve o devido reconhecimento ficando alijado de qualquer política de incentivo.

Para dar uma ideia do alto nível de qualificação dos produtores do segmento, Junji deu um exemplo de Mogi das Cruzes. “Empresas de hortícolas minimamente processadas (hortaliças selecionadas, fracionadas, higienizadas e embaladas) colocam os produtos nas gôndolas de Londres, num prazo de 48 horas, entre a colheita e o consumidor final”.

Segundo Junji, ainda há muito a ser feito para que as cadeias produtivas do segmento hortifrutiflorigranjeiro avancem no cenário internacional. ”A grande maioria dedica-se ao abastecimento do mercado interno, mas, como se vê, existe qualificação para atender o consumidor estrangeiro”, ponderou, ao lamentar a desatenção do poder público com o que ele classifica como categoria intermediária. Abrange as culturas que não recebem qualquer incentivo governamental porque não se enquadram nos critérios de agricultura familiar, amparada pelo Pronaf, e nem são produtos de exportação que geram commodities e respondem pelo superávit brasileiro, como os do setor sucroalcooleiro, citricultura, cafeicultura e sojicultura, entre outros.

Junji evidenciou também a expansão do mercado de hortaliças minimamente processadas. A oferta destes itens reflete as exigências do mercado onde cresce a preferência popular por itens que dispensam a seleção nas bancas a granel, não precisam passar pela fila da pesagem, estão prontos para consumir e evitam desperdícios, porque vêm em porções variadas, de acordo com o tamanho da família.

Ao longo de seu mandato como deputado federal, Junji empreendeu uma verdadeira cruzada para eliminar a incidência de tributos sobre as hortícolas minimamente processadas. São produtos frescos, ou seja, sem qualquer aditivo químico ou conservante, que levam os produtores a serem surpreendidos com autuações por não recolherem o ICMS – Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação sobre estes itens.

Defendendo a concessão de isenção tributária aos produtos hortícolas minimamente processados, Junji foi bem-sucedido no Estado de São Paulo, mas não conseguiu convencer o Confaz – Conselho Nacional de Política Fazendária a adotar a medida, de modo definitivo, em todo o País. “Os consumidores são os grandes prejudicados, porque a incidência do imposto sobre esses itens eleva os preços de 30% a 40% nas prateleiras do varejo, inviabilizando o acesso da maioria da população a alimentos saudáveis”, advertiu.

Ao final da palestra, Junji acrescentou que, pelo menos uma vez na vida, uma pessoa precisa de um médico, advogado ou arquiteto; mas, três vezes por dia, precisa de um agricultor. E despachou, arrancando risos da plateia: “Já as flores são mais importantes que um conselheiro matrimonial para reconciliação de um casal e, muitas vezes, podem dispensar a figura do advogado”.

Acompanhado da esposa Regina, o presidente do Rotary Club de Mogi das Cruzes Norte, Antônio Carlos da Silva, entregou a Junji um Certificado de Participação no evento da entidade, em homenagem ao Dia do Agricultor. Também prestigiaram a reunião festiva o governador assistente do Distrito 4430 José Maria da Paz; o secretário- geral, Carlos Módolo; o diretor de Protocolos, Dalton Cássio; e o rotariano Felipe Alberto, além de outros dirigentes, associados e convidados da instituição.
Mais informações:

Mel Tominaga
Jornalista – MTB 21.286
Tels: (11) 99266-7924 e (11) 4721-2001
E-mail: mel.tominaga@junjiabe.com
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