Quem sou eu Artigos Fotos com o deputado Deu na Imprensa Notícias Fale com o Junji Fale com o Junji
   
   
   
 
E-mail:
 
 
 
 
Crime abominvel
Quinta-feira, 27 de Outubro de 2016 Enviar por e-mail Versão para Impressão acessos
1062
 
Sou do tipo que condena toda e qualquer forma de violncia contra quem quer que seja, humano ou no. Existe uma, contudo, que me arrepia a alma: o estupro. Enquanto escrevi duas linhas, pelo menos uma mulher sofreu o abuso no Brasil. Calcula-se que haja uma vtima por minuto. Embora os dados oficiais apontem para um ataque sexual a cada 11 minutos, a estimativa leva em conta o fato de que o nmero de notificaes cerca de dez vezes menor que o real.

Muito mais importante que os nmeros a agresso em si. O corpo um templo e sua violao desfere golpe mortal contra qualquer mente s. Ainda que sobreviva ao ataque, a vtima carrega sequelas irremovveis at a morte. O que dizer, ento, dos inmeros casos em que o algoz vive dentro de casa e os abusos se repetem dia aps dia?

Faltam-me palavras para expressar o tamanho asco e o inominvel horror que tenho de estuprador. No me interessa se menor de idade, se sofreu abuso na infncia, se praticou o crime sob efeito de drogas, se sofre de distrbio mental, se flagelado do desemprego, se est revoltado com a vida, se qualquer coisa, estuprador estuprador. Ponto.

O pessoal dos direitos humanos, que defende estuprador sob os mais diferentes (e esdrxulos) argumentos, pode me crucificar. No estou nem a. Defendo o direito da mulher de no ser violada. E o dever do poder pblico de punir o criminoso com mxima agilidade e pleno rigor. Sem atenuantes nem benevolncias.

To grave quanto a impunidade de estupradores a cultura do estupro. Sinto que voltamos Idade Mdia quando leio comentrios de que determinada vtima sofreu violncia sexual porque usava roupas curtas, decotadas, coladas silhueta. Ou porque frequentava locais de baixa reputao. Ou porque estava excessivamente maquiada. Ou ainda porque era extrovertida demais. Faam sociedade o favor de calar!

Gente, a mulher usa a roupa e a maquiagem que quer, bem como frequenta o lugar que deseja, alm de se expressar da forma que julga melhor. direito dela. Simples assim. Isso no inspirao e muito menos motivo para vagabundo nenhum estupr-la. O crime abominvel do estupro no tem justificativa.

A vtima no pode continuar apontada como responsvel pela violncia que sofreu. Alis, o rano de machismo que insiste em imperar at nos organismos de segurana pblica um dos principais fatores para as subnotificaes desse crime. A mulher que sofreu abuso acaba com medo de fazer a denncia e ser tarjada de culpada. Na minha viso, o agente pblico que teve tal conduta tambm precisa ser penalizado com rigor. Se no aprendeu por bem a respeitar as mulheres, que aprenda fora.

Infelizmente, no h frmulas de efeito imediato para conter a escalada dos crimes de estupro. Essa impotncia aumenta nosso inconformismo. Porm, h medidas que precisam ser implantadas ou intensificadas agora para resultados a mdio e longo prazos. vital combater todas as drogas, inclusive o lcool, porque muitos criminosos se valem at da embriaguez para estuprar. Tambm defendo o fim da proibio do emprego para menores de 16 anos. O ideal seria a escola de tempo integral no Pas inteiro. Mas, como essa realidade ainda est longe da maioria dos municpios, torna-se vivel que o jovem estude num perodo e trabalhe no outro para no ficar vadiando na oficina do capeta.

O campo da segurana pblica requer maior preparo e qualificao dos profissionais em todas as unidades. Da mesma forma, imprescindvel ampliar substancialmente o peso das penas para o estuprador, sem a mnima atenuante. E sem aliviar os menores de idade. Ainda que cumpram deteno em instituies especficas para quem tem menos de 18 anos, no podem ficar livres em trs anos. Estuprou, responde como gente grande. Sem chorumela.

No ensino, de extrema importncia incluir no currculo, desde a educao infantil, temas que forcem a assimilao do respeito mulher e do fim da cultura do estupro. Tambm preciso motivar as campanhas populares contra crimes sexuais, que ainda so muito tmidas e acabam limitadas ao perodo ps-divulgao de notcias pavorosas, como os casos de estupro coletivo no Rio e no Piau. O movimento tem de ser permanente, com a participao de entidades organizadas, como os sindicatos de trabalhadores. Estes tm estrutura para um trabalho desse porte e no podem ficar restritos a questes trabalhistas. A mobilizao deve envolver outras organizaes, como as patronais e religiosas, alm da Imprensa.

Ao mesmo tempo, indispensvel a educao no lar, com a transmisso permanente de valores morais e ticos, assim como de religiosidade qualquer que seja o credo. Os pais tm de assumir sua responsabilidade na misso de aniquilar a cultura do estupro. Devem ensinar, desde criana, que o homem s bom e ntegro quando respeita a mulher. No podem criar o conceito equivocado de que algumas mulheres merecem apreo e outras agresso ou desprezo. Todo ser vivo tem de ser tratado como voc gostaria de ser tratado. Outro ponto importante enraizar o entendimento de que no no. Nada de talvez ou quase sim. Se a pessoa disse no, significa no. Chega dessa conversa mole de que ela queria... Cultivemos adultos melhores!
Enviar por e-mail Versão para Impressão   Ler mais artigos
 
   



     
 
11/04/2014
Ateno aos obesos
 
08/04/2010
Imprensa amordaada, fim da democracia
 
09/07/2010
De corpo e alma
 
 
 
 
JUNJI ABE  |  NOTÍCIAS  |  ARTIGOS  |  IMPRENSA  |  GALERIA  |  Todos os direitos reservados © Junji Abe 2011  | Login


Brasília: Câmara dos Deputados, Anexo IV - Gab 512 - CEP 70160-900 - Brasília⁄DF | Telefone: (61) 3215-5512 | E-mail: dep.junjiabe@camara.leg.br
Av. Fausta Duarte de Araújo, nº 153- CEP: 08730-130 - Jd. Santista- Mogi das Cruzes - SP   |   Telefone: (11) 4721-2001   |   E-mail: contato@junjiabe.com