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Imprensa amordaada, fim da democracia
Quinta-feira, 08 de Abril de 2010 Enviar por e-mail Versão para Impressão acessos
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Nada pode ser generalizado. Tanto para o bem quanto o mal. Por mais que ainda haja falhas, tendncias (explcitas ou no) e jogos de interesses, ningum pode negar a importncia da Imprensa na sociedade. uma das ddivas da liberdade de expresso que permite mdia esmiuar fatos, investigar atos e colocar, s claras, muitas das prticas ilcitas, atos de corrupo e indecncias que permaneceriam ocultas em mentes desprovidas de conscincia.

Entendo que a Imprensa tem contribudo de modo grandioso para a moralizao de condutas em diferentes campos de atividades, notadamente, na poltica. Ao criticar atitudes, fora a execuo de medidas corretivas. Ao denunciar ilegalidades, consegue estancar ainda que temporariamente a teia de negociatas podres e acelerar aes para combater a impunidade. Ao democratizar a informao, estimula o senso-crtico da populao (mesmo que em processo gradativo) e impulsiona a evoluo social.

Ao mesmo tempo em que erros grotescos levaram inocentes ao sofrimento da condenao prvia pela opinio pblica, as denncias da Imprensa bloquearam a clere expanso de uma prole de esquemas de corrupo muitos, inimaginveis por gente de bem.

Longe de mim colocar a Imprensa acima do bem e do mal. Afinal, ela feita por pessoas. Aos que padecem de alergia crnica a jornalistas e fogem deles como o diabo da cruz, devo lembrar que, at prova em contrrio, eles so gente. Portanto, sujeitos a errar como qualquer ser humano. Por este mesmo motivo, so responsveis por aquilo que produzem e, como tal, tm de arcar com as consequncias de eventuais deslizes.

Outra coisa: governante que no suporta crticas da Imprensa precisa achar outra ocupao na vida. Via de regra, a mdia expe opinies e necessidades da populao. Ser sensvel s demandas e cobranas, sem encar-las como implicncia pessoal, atributo indispensvel ao gestor pblico.

Por experincia prpria como prefeito, digo que se aprende muito com as crticas da Imprensa. Algumas so at injustas, mas cabe ao alvo das reclamaes corrigir equvocos. Quanto maior a transparncia de um governo, menor o desgaste causado por contestaes. preciso usar com sabedoria e bom senso o instrumento da comunicao, inerente ao ser humano.

Feliz o povo brasileiro que conquistou seu direito liberdade de expresso. No por menos, precisamos extirpar ocorrncias deplorveis como a censura judicial imposta ao Estado por causa das reportagens que colocavam a famlia Sarney em maus lenis.

Repito: em que pese o fato de a Imprensa no ser infalvel, temos de evitar, com todas as foras, que seja amordaada. A Imprensa livre um cone da democracia. Se cerceada, no tardar para que venham outros tipos de censura at o pice de um regime absolutista.

No faz nem um ms que o governo federal tentou enfiar goela abaixo da Nao o Programa Nacional-Socialista dos Direitos Humanos, que embutia absurdas restries da liberdade, tpicas de um regime comuno-fascista. Basta citar a referncia ao controle dos meios de comunicao e o artigo que previa a transformao de invasor de propriedade privada em parte da comisso de negociao nos casos de reintegrao de posse. Graas aos acirrados protestos de jornalistas e de outros cidados de bem, a investida terrorista contra a liberdade no se concretizou.

No que se refere a Lula, repriso a frase de um editorial do Estado: ... nunca antes neste Pas, em regime democrtico, um presidente havia manifestado tanto dio pela imprensa livre.

Quem viveu os anos sombrios da ditadura brasileira tem gravado na alma o significado de privao da liberdade. No h paisagens paradisacas nem propaganda para turista que mudem o cotidiano de dor e revolta dos povos de pases governados por tiranos. assim em Cuba, na Venezuela, na China... Tamanha a opresso que o populismo j no impede mais a insurreio de pessoas pauprrimas. O estimulado conflito de classes sociais no supera o dio ao caudilhismo.

As prises de Cuba esto abarrotadas de gente cujo nico crime foi o de se opor ditadura dos irmos Fidel e Ral Castro. So prisioneiros polticos como Orlando Zapata, pedreiro negro de 43 anos, que morreu em 23 de fevereiro ltimo devido a uma greve de fome.

Igualmente monstruoso foi ver o presidente do Brasil l em Cuba, ao lado dos ditadores condenar pessoas em desespero que, como Zapata, recorrem greve de fome. Tambm no posso concordar com o senhor presidente que comparou presos polticos cubanos aos bandidos recolhidos no sistema carcerrio paulista. No tem cabimento nivelar gente que luta pela liberdade e pela democracia com assassinos, estupradores, sequestradores, criminosos comuns.

Alheio aos flagelos do caudilhismo na ilha de Fidel, nosso presidente tentou justificar-se alegando a necessidade de no interferir com as questes de Cuba para que ningum queira se meter nos assuntos do Brasil. Ora, mas no houve enorme interferncia brasileira em Honduras, onde nossa embaixada serviu de quartel para o ex-presidente Manuel Zelaya, que queria se perpetuar no poder contrariando a legislao hondurenha? O mais espantoso que o prprio Lula foi vtima do regime de exceo.

Por tudo isto, ningum deve se esquecer do passado de ditadura que imperou no Brasil. Preservar a democracia, ter uma Imprensa livre e a garantia da liberdade conquistada neste Pas ao preo de muitas vidas ceifadas dever de todo cidado.
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